Terça-feira, 29 de Maio de 2012

andou na mesinha de cabeceira

Há pouco mais de uma semana, terminei de ler esse livro. Era seguidora do blog desse jornalista, que ao ficar desempregado, fez-se a Portugal e caminhou durante, salvo erro três anos (ainda que com algumas paragens), para retratar o nosso país, Portugal fora dos centros urbanos. Interessam-me livros que fazem itinerários de viagens, que contam as errâncias, experiências, reflexões e desabafos do viajante. Este com cerca de 500 páginas, tem alguns excertos engraçados, faz-nos mergulhar no mundo rural, escutar as opiniões de quem vive "à parte", mas confesso que não é o tipo de leitura de livros de memórias de viagens que mais gosto, e não achei muito pessoal, nem introspetivo. Gosto mais do estilo do Gonçalo Cadilhe.
De qualquer forma, fiquei curiosa por saber o que era dele, e descobri que agora anda a percorrer os açores a pé. Sê bem-vindo às ilhas.

Segunda-feira, 28 de Maio de 2012

Eu gosto dele por 1001 razões. Mas o seu caráter é o que mais me fascina.
Ele é trabalhador, ele é divertido, ele é activo, ele é sociável, ele tem uma postura analítica, ele não se subjuga a ninguém, ele é integro, ele é protector e ele não liga a bens materiais. Aprecia as coisas simples da vida. Não da mesma forma do que eu, mas aprecia à sua maneira. E não creio que haja muitos assim. Outro dia diz-me ele "tens que cá vir, o campo está cheio de cerejas".
E comecei a rir. "Achas que eu ia aí só por causa das cerejas?" perguntei. "Então, porque não? estão bem boas!". E dali a nada sobe para cima da cerejeira, ao estilo Tom sawyer, e manda-me uma foto.
Nunca fui fã dos napperons e rendinhas em cima das mesas e afins. Mas vi essa ideia na internet e achei uma forma bastante catita de se aproveitar as coisas que estão no baú da avó. Com uma velinha dentro do frasco, então deve ficar um miminho.

Domingo, 27 de Maio de 2012

dos domingos

Se no domingo passado soube bem fazer uma longa caminhada com quase 5 horas com grupo de amigos, conhecidos e desconhecidos (e direito a churrasco no final), esse domingo soube-me bem fazer a caminhada de manhã, dar um mergulho, preparar almoço, tomar duche, ler a sábado e dormir. Dormir a meio da tarde. O resto do dia foi calminho e terminou com um jantar com o núcleo.

Sou feliz a passear à beira-mar, com o mar a tocar-me nos pés.
Sou feliz a cheirar uma rosa.
Sou feliz quando não me limito ao papel de coordenação e convivo com os colegas, junto-me a eles e participo na preparação dos projetos.
Sou feliz a ouvir uma música que gosto e a cantar.
Sou feliz quando o meu amor me abraça.
Sou feliz quando tenho uma conversa inspiradora com alguém, a ponto de me deixar com os olhos a brilhar.
Sou feliz a ler um bom livro (a semana passada devorei um numa noite).
Sou feliz quando conheço gente diferente.
Sou feliz a aprender coisas novas.
Sou feliz quando estou com a família, num ambiente tranquilo e divertido.
Sou feliz quando vou ver exposições interessantes.
Sou feliz quando passeio, simplesmente pelo prazer de passear.

A lista é imensa… e analisando bem… para ser feliz, não é necessário despender dinheiro. Por que é que nos esquecemos tantas vezes disso? Deixo o desafio de que vocês reflitam também no que vos faz verdadeiramente felizes.

Sábado, 26 de Maio de 2012

I love you so much, that i will run to you


Dêem uma vista de olhos neste video... e a música, tão girinha!
Não é que veja muita televisão, porque não é o caso. De facto vejo muito pouca. mas há programas que gosto de ver, como Portugueses pelo mundo, o Elo mais fraco e 5 para a meia noite, para além de alguns da RTP2. E se há apresentadora que eu gosto, pela atitude, profissionalismo, boa disposição e empatia, é a Cláudia Semedo. É um consolo ver um programa dela, fico sempre bem disposta.

Quinta-feira, 24 de Maio de 2012

Quarta-feira, 23 de Maio de 2012

eu sei que vivo num dos locais mais bonitos do atlãntico, quando

Estou a cerca de 30 minutos de distância (de carro, claro) para chegar a esta paisagem. As Sete Cidades são o cartaz turistico dos açores (e está muito mal aproveitadinho, diga-se), e a paisagem é tão singular e mágica, que os locais trataram de arranjar uma lenda para justificar o aparecimento destas duas logoas.
"Ah e tal, a Lagoa do Fogo é mais bonita" dizem uns. "Ah e tal as cores já não se notam", dizem outros. Em relação à primeira afirmação, e embora reconheça que cada um tem direito à sua opinião, a verdade é que penso sempre de "mim para mim" quando ouço uma coisa dessas: é a mesma coisa que comparar alhos com bogalhos. para quê comparar duas lagoas tão distintas?
Uma tem vegetação mais rasteira e para chegar até ela é preciso andar (a pé) um bom bocado; a outra tem uma vegetação magestosa, luxuriante, fresca, pode chegar-se até ela de carro, e nas duas margens encontram-se casas que transpiram calma.
Numa está-se ao sol ou ao vento, não há nada para servir de abrigo. Na outra há árvores que servem de tecto para ler um livro, ou dormir uma soneca.
Gosto de ambas.
Mas confesso que em momentos em que preciso de recuperar energia, é para as sete cidades que vou. Quando estudava no Continente, todas as vezes que vinha à ilha, tinha que lá ir... com chuva ou com sol. Para mim as sete cidades tem qualquer coisa de místico, que só se sente quando nos sentamos à beira da lagoa, e deixamos que o silêncio tome conta de nós.
Foto daqui

Foto daqui
Para quem nunca fez, aconselho vivamente fazer o trilho das Cumeeiras. 



Terça-feira, 22 de Maio de 2012

A Lili lançou-me um desafio. Como de costume, não passo o desafio a outros blogues, mas gostei muito das perguntas lançadas por esta bloguer (que primaram pela originalidade), portanto, aqui vão as respostas que me deram um gozo bastante particular em responder:


1. O que mais gosta de fazer?
Estar perto da natureza, com amigos.
2. Qual o maior sonho?
Eu tenho tantos, tantos. Quero correr o mundo. Quero ter uma quinta. Mas também pretendo evoluir como pessoa e descobrir uma forma de contribuir para uma sociedade melhor.
3. Qual a cidade visitada que ficou num cantinho especial da memória?
Definitivamente, coimbra. Pelos laços criados, pelo crescimento que tive naquela cidade, pelas coisas que descobri em mim. Por ter conhecido lá o meu amor.
4. qual o livro que mais gostou de ler?

Não tenho um favorito, mas gostei muito de um que li recentemente de José Luís Peixoto: “Livro”.
5. Qual o sabor que mais aprecia numa sobremesa?

Gosto do sabor de morango… e de baunilha…
6. o número da sorte é...

Sete…
7. o teu idolo é...

Não tenho ídolos, tenho pessoas que admiro, por terem ousado ser diferentes e viverem a sua verdade: a minha avó, a minha mãe, a Márcia (uma das pessoas mais importantes da minha vida), José saramago, Madre Teresa.
8. o que gostarias de fazer que ainda não fizeste?

Tanta coisa… viajar sozinha é uma delas… viajar com o namorado é outra…
9. uma cor...
Azul (eu já disse que gosto de mar, não disse?)
10. um aroma...
Baunilha, sem dúvida nenhuma.
11. Uma palavra.

Saudade. Por ser uma palavra tão portuguesa, e por encerrar em si um grande sentimento.


Obrigada pelo miminho, irei continuar a passar no teu cantinho!

Domingo, 20 de Maio de 2012

José Saramago - falsa democracia



“O poder de cada um nós limita-se na esfera politica a tirar um governo de que não gosta e a por outro de que talvez vá gostar (…) como é que podemos falar de democracia, se aqueles que governam o mundo, não são eleitos pelo povo” (José Saramago)
E ver videos como esse, inspira-me a ter um papel mais ativo!

Sábado, 19 de Maio de 2012

da importância...


Da importância de criarmos a vida que desejamos.
Da importância de criarmos o nosso próprio mundo.
Da importância de seguirmos as nossas ideias, de abrirmos as janelas.
Da importância de trabalharmos no que reflete a nossa personalidade e em áreas em que nos identificamos.
Da importância de estarmos em silêncio, de nos afastarmos do ruído por breves momentos.
Gosto de acordar cedo. O dia rende mais, sinto-me mais energética, viva, feliz.
Já há algum tempo que me deixei de grandes noitadas… são escolhas… prefiro o dia à noite… mas…
Mas há noites que valem a pena e compensam o acordar tardio. A de ontem foi uma delas. Combinei um jantar numa tasquinha com um ambiente alternativo em pleno coração de Ponta delgada, com duas amigas. Com muita conversa, no meio de petiscos deliciosos e que incentivavam a panachés que eram consumidos como se fosse água, as horas foram passando. E em pouco tempo, as gargalhadas saiam a cada frase, recordamos momentos da adolescência.
É bom ter amigas “do tempo das borbulhas” , amigas que viveram connosco tempos em que a  vida vivia-se intensamente, amigas que testemunharam os primeiros amores, que partilharam as bebedeiras, as festanças e confidências genuínas. O ambiente ajudou ao momento. Aquela tasca, com história e estórias, é património. Com jazz como música ambiente, pessoal diferente, recordei-me dos tempos passados em Coimbra… e dei por mim feliz. Feliz pela escolha que tinha feito ontem, feliz por haver aqui na ilha um espaço daqueles. E a modos que fui deitar-me perto das 4 da manhã e o acordar foi por volta do meio-dia. Mas… valeu a pena.


Quarta-feira, 16 de Maio de 2012

as borboletas inspiram-me

Os momentos de encontro comigo mesma também.

eu sei que vivo num dos locais mais bonitos do atlântico, quando #3

vejo imagens como estas, e mergulho em águas como essas:)
Caloura - Lagoa
imagem daqui


A Caloura tem, a meu ver, a orla costeira mais bonita de toda a ilha. Está praticamente intacta, cheia de grutas submersas e semisubmersas, o azul do mar é único, e é um consolo para a alma passear naqueles caminhos ladeados por muros de pedra seca, e mergulhar nas poças naturais do cerco.


Segunda-feira, 14 de Maio de 2012

Estes dias souberam-me pela vida.
Serão em casa de amigos, petiscos nas tasquinhas com amigos, almoço com a família, limpezas na casa, caminhadas na praia com direito a mergulho.
O tempo nestes dias foi instável, ora chuva e muito vento, ora sol e céu azul, as noites foram brindadas com fortes relâmpagos. Mas essa é uma das razões porque eu gosto tanto dos açores: o próprio clima é incoerente, instável, emotivo, e num mesmo dia posso aventurar-me a megulhar e a nadar, e dali a pouco estar enrolada numa manta a beber chá.

Dormir ao som de muita trovoada e chuva é uma delícia [pena foram as derrocadas que fustigaram zonas da ilha].

Gosto das festas de Santo Cristo.
Gosto do cheiro a algodão doce e das pipocas no campo.
Gosto de saber que há coisas que não mudam, dá-me segurança e um sentimento de "constância” ver que continuam a vender loicinhas de barro e as bolas feitas com tabaco (?). Este ano hei-de comprar uma, para mais tarde lembrar-me da minha meninice.
Gosto de combinar com os amigos e ir beber uns panachés, petiscar morcelas, chouriço, caracóis.
Gosto do almoço de domingo em que toda a família se junta.
Gosto de ir ver os tapetes, agora maioritariamente com farelo e pequenos apontamentos de flores.
Gosto de ir ver a procissão.
Gosto que as pessoas estejam mais generosas, não sei se por qualquer sentimento de fé, mas são mais bondosas, simpáticas e empáticas com os outros, eu própria contagio-me com este estado de alma.
Gosto de ir à feira (embora este ano ainda não tenha lá ido), e perder-me a ver a parte de artesanato contemporâneo.
Gosto do campo iluminado.
Gosto de ir à baixa nesses dias, porque ir a estas festas faz parte da minha infância, adolescência, e pretendo que continue a fazer parte da minha vida adulta.
Gosto das festas do St. Cristo porque faz parte da nossa cultura, e há especificidades que importa preservar.

[Não gosto da cidade suja, e só penso “por que raio - numa das festas que mais traz turismo à região, e estando os açores associados a um turismo de natureza- não colocam mais contentores de lixo? É que as pessoas bebem e não têm onde colocar o copo, resultado: vai mesmo para o chão”. Enfim, foi só um desabafo]
Imagens daqui

Sábado, 12 de Maio de 2012

"É mais fácil arrependermo-nos de uma palavra errada do que do silêncio"
Hoje é importante lembrar-me disso.

Terça-feira, 8 de Maio de 2012

As borboletas inspiram-me

As borboletas no estômago também.

a primavera a dar os bons dias






(fotos tiradas com telemovel - daí a fraca qualidade)
Os dias no campo davam as boas vindas à primavera, por tudo o que era canto e recanto.
A chuva fez bem para aqueles lados e, ao contrário das terras secas que encontrei em fevereiro, desta vez os campos estavam verdes e com apontamentos de cor em flores: lilás, laranja, amarelo, branco.
Por uma tarde (e porque ele precisava de terminar umas coisas), deixei-o a tratar do campo, e pôs-me a caminhar, a desvendar as aldeias. O ar puro, um verde vivo, um clima campestre, as vinhas, as casas em xisto, os pássaros a cantarolar a cada passo que dava, revigoraram a minha alma e dei por mim contente por ter aquele momento só para mim. Soube-me tão bem que a dada altura, puxei do moleskine (real) e pôs-me a escrever e a desenhar o que via.
Está provado estatisticamente que a maior taxa de depressões acontece é nas grandes cidades. Apesar da multidão à nossa volta, acredito que nos possamos sentir muito mais sós. Naquelas aldeias, a cerca de 5 minutos de carro de centros urbanos, por cada lado que vamos há sempre alguém a dar os bons dias, a sorrir. São locais que propiciam o convívio, ao mesmo tempo que possibilitam que nos reencontremos a nós próprios. Há vida e apetece celebrar a vida com piqueniques, passeios a bicicleta, caminhadas, passeios de mãos dadas, fotografar a natureza... etc e tal...
À exepção do alentejo (em que as taxas de suícidio são as mais elevadas no país) onde uma estadia por lá, se for mais do que uma semana, chega a ser sufocante, deprimente, pelo menos para mim, que gosto pouco de climas muito secos, a vida pacata faz-me bem. Sobretudo devido ao trabalho que tenho... sempre acelerado. Preciso das cidades para dar uns passeios pela baixa, para ir a eventos culturais, para um café com os amigos... mas de resto vivo bem longe delas, mas sabendo que estão próximas, se é que me faço entender.